“Não me façam feliz. Por favor, não me saciem nem me deixem pensar que alguma coisa boa pode sair disso. Olhem para meus machucados. Olhem para este arranhão. Estão vendo esse arranhão dentro de mim? Estão vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter a esperança de mais nada.
— A Menina Que Roubava Livros
“Meu quarto. A melhor coisa que havia ali era a cama. Gostava de ficar deitado por horas, mesmo durante o dia, com as cobertas puxadas até o queixo. Era bom ficar ali, nada acontecia por ali, nenhuma pessoa, nada.
— Bukowski
“Passei por aquele bar novamente. Como quem não quer nada, dei uma olhadinha, você não estava lá. Entrei, sentei, pedi um copo d’água. Abaixei a cabeça e as lágrimas foram invadindo o meu peito, porém consegui segurá-las o bastante, para que as mesmas não viessem a invadir a minha face quente que o sol teimava em alisar. Desacreditei um pouco de tudo. Pedi, implorei a Deus que você estivesse a me procurar por entre essas ruas movimentadas da cidade, que chegasse de mansinho e sentasse a minha frente. Não queria palavras, já estava cansada de mais para ouvi-las, queria apenas atitudes. Queria um ‘senti sua falta’, dito por meio de olhares. Sorrisos que se completam. Queria amor, ganhei em troca ingratidão.
“Não é fácil, muitas vezes eu me sinto sufocado de saudade, de vontade de estar perto.
“O cigarro se apagou
E como o amor
Apenas cinzas deixou.